15 Novembro 2007

.: Cenários do dia

Continuo enfrentando o calor massacrante da primavera em Belo Horizonte. Hoje foi dia de Tai Chi e esses são realmente especiais. Em horário de verão ver o dia raiar é fácil. Sair de casa às 05:45 para que caminhando chegue à Lagoa do Nado por volta das seis e pouco. Para alguns uma árdua e impraticável tarefa de acordar. Para a turma do Tai Chi um privilégio poder sentir a manhã em nosso santuário: a lagoa, as árvores do parque e os sinais da chuva pouca que veio de madrugada tornar "estridente" o cheiro e os tons de verde, de vida.

Depois o dia massacrante do começo de final de ano nessa cidade que mansamente pisa no acelerador com a certeza de que não vai chegar ao fundo. O ritmo de BH é tão incansável que alcança a harmonia - para alguns marasmo, outros já defendem tal harmonia como qualidade de vida.
Do meu canto pouco vejo mas posso saber de quase tudo que se passa entre os prédios embolados. Melhor aqui, vez em quando lá. Cada vez mais abatida a faceta urbanóide que insistentemente diz bem no fundo: ermitão, vá para a rua, o trânsito lhe aguarda.
O rush digital me prende ... meu trabalho é esse outro mundo, a matrix, de onde muito se vê.


O verde, o dia de fim de ano, a cidade de lá e daqui, a matrix e agora a noite ao som de Chico para amanhã cedo ter a opção de mudar a sequência ou os cenários.

2 comentários:

Eduardo & Luizinho disse...

Belo texto meu caro amigo,tem uma fotografia linda!

Aluizio Luizinho Zim Pimpão Paratodos disse...

He he !! Gostei do paradoxo.